Bom, tá na hora de sair pra noite!!!
Ficar em casa chupando o dedo, pensando que “fim levou o Bob” e na morte da bezerra, não tá com nada. Portanto, o negócio é sair. Sim, nessa época, a vontade é sair de segunda a segunda. O duro é encontrar amigas dispostas, descompromissadas e com pique (mania) total para acompanhar. O negócio então é convidar aquela amiga também com nova condição civil e experimentar um barzinho da moda. A gente só não chega numa nave espacial, porque a sensação de ter chegado em outro planeta é plena. A certeza de adequação das roupas, cabelos, maquiagem não há. Bom, já que estamos no prédio errado, qualquer andar serve, portanto, peito estufado, cabeça erguida, força na peruca e vamos em frente. Será que vai rolar nosso primeiro beijo. Sim nosso primeiro beijo pós trauma. Será que ainda somos desejadas? Será que alguém ainda quer duas balzaquianas separadas? Será que a gente ainda lembra o que é isso? Será? Será? Será????
A verdade é que a insegurança não nos deixa nem olhar para o lado. E se vier alguém conversar com a gente? O que a gente deve dizer? “A gente se separou faz pouco tempo e os nossos ex, são uns cretinos, ordinários, salafrários, lazarentos...” Não, acho que não. Talvez: “Acabamos de nos separar, temos filhos e eles são maravilhosos, precisa ver o que eles aprenderam esse final de semana, você nem iria acreditar e como eles são espertos, inteligentes, bonitos...” Não, acho que não também. Descobrimos que precisamos treinar mais as saídas, pois não temos repertório nenhum, ou melhor, temos apenas dois repertórios, separação e filhos, as únicas coisas mais consistentes neste momento que nos restaram. Descobrimos também, que de repente é como se entrássemos numa máquina de teletransporte e chegamos no futuro e que não somos mais adolescentes. Ainda bem, que é muito fácil a gente se acostumar com os entretenimentos da noite! Bola pra frente que atrás vem gente! (Tem que vir...rs)
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