terça-feira, 22 de junho de 2010
Que triste...
A tristeza pode ser fonte de inspiração para quem quer escrever, mas que triste ter que viver triste para escrever?!!! Ainda bem! Descobri que não me encaixo neste quisito de inspiração...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Nocaute
NOCAUTE!!!!!!!!!! Agora sim começo a sacar a sensação que fui acometida. Posso talvez ser mais honesta e dizer a sensação que ainda me encontro. E vamos combinar que o estado que fica um nocauteado, dá para se recolher várias informações: torpe, andando de lá pra cá, anestesiado total , porque tamanha dor o corpo se defende “amortecendo” ( a morte sendo), baratinado, sem condições de pensar, não agindo por si, agindo só por deduções dos gritos que ouve da platéia , sendo essa a única fonte de ânimo e determinação que o “tonto” tem.
É como se nesse momento não respondesse por ele, responde por um corpo, por um outro. Chacoalha a cabeça e tenta modificar aquela visão turva, já estirado no chão humilhado, sem condições de levantar, esperando a contagem regressiva e que a façam o mais rápido possível para tirá-lo daquela condição de alguém que perdeu a luta, a identidade, o prumo e que a única coisa que tem pela frente é a próxima batalha. Um nocaute é quase como uma experiência de iniciação, um rito de passagem, ninguém é mais o mesmo depois disso. Te tira da caverna, da escuridão daquela vida monótona, igual, faz você literalmente cair, bater a mão e torçamos, EMERGIR.
O difícil sinceramente é estar nesse hiato entre o nocaute e a saída disso, é poder suportar as condições tenebrosas da entressafra, onde a sua referência é única, a de um corpo que não sente, que vive a iminência catastrófica da morte, pois essa nesse contexto é a única certeza de que se pode dispor nesse momento. Por aí já é possível concluir que angústia e alento podem sim coexistir.... Disso não tenho mais dúvida!
Dica: Releiam o Mito da Caverna de Platão
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)