quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Xs da vida e os e-mails só para rir!


Já não é a primeira vez e nem a segunda que recebo e-mails que vem intitulado “Só para rir”. São e-mails que  me fazem muito mais chorar do que propriamente rir... Explico: Diz por ex o seguinte:  “Homem esperto + mulher esperta, = romance; Homem esperto+ mais mulher burra=Caso; Homem burro+Mulher esperta= Casamento; Homem burro+Mulher burra= Gravidez. E nessa direção caminha o e-mail falando de chefes e subordinados... Eu não devia gastar meu tempo com isso, mas também é a possibilidade de estabelecer uma dialética diferente até para a minha própria vida, no sentido de que se eu respondo, é porque posso acreditar em quem lê e até mesmo em quem “despretensiosamente” me enviou...


Faltou nesse e-mail um quarto tipo de pessoa, aquela que sustenta o próprio desejo, ainda que isso resvale para a burrice, inteligência ou esperteza, pois o que está em jogo aí não é o resultado, é a aposta. E esse tipo de gente é a que está mais escassa no mercado de sujeitos... sim porque é de sujeito que se trata tentar uma aproximação, independente do gênero, credo ou partido político.


Porque acreditem... tudo pode ser remediado,  a grana, o credo, o partido,  o emprego, isso basicamente é só seguir manuais.... mas gostar de alguém, ter esse dispositivo aí dentro e apertar, é só pra quem tem coragem, é pra quem pode, não pra quem quer.


Lembrei de um verso da música do Frejat: 


Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...”


Continuo minha crença em você X, pode acreditar....



terça-feira, 27 de abril de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

"Os embalos de sábado a noite" (Vamos rir então!!!)

Não estou aqui só para mal dizer os relacionamentos amorosos. Já vivi bons relacionamentos, mas confesso que hoje em dia, o tipo de homem que nos proporciona os bons, está em falta. Fico feliz em cruzar com um relacionamento antigo e saber que o nosso fez muito bem a ele e que hoje ele se comporta diferente, me dando esperança, pois também sei que vou arranjar uma tampa para minha panela. Enquanto a tampa não se encaixa, vamos desforrar em cima dessas situações e poder rir (adoro rir) de nossas próprias caras (e das deles também). Numa dessas noites regadas a boas risadas, com as amigas “dando um tempo” dos relacionamentos, cruzamos uns pilotos (diziam eles) estrangeiros que não conseguiam fazer ligações do celular para algumas “garotas” que eles haviam conhecido na noite anterior. O donzelo, com seus mais ou menos 50 anos, falava inglês, mas tinha cara de mexicano, chileno, sei lá, de algum desses lugares por esses lados. Minha amiga recém- nova-situação-civil, muito simpática, sempre pronta a ajudar os pobres homens carentes da noite (aliás, como veterana na situação, já a adverti quanto ao exagero na simpatia, comportamento muito mal interpretado por tais animais sedentos de atenção) logo se prontificou a ajuda-lo. De repente, escuto ela gritando “Are you normal?”. O tal, com os olhos arregalados, sem entender nada olhou p/ mim como se do meu rosto as letras da legenda saltassem e ele pudesse entender alguma coisa. Com um pouco mais de conversa, escuto novamente ela, entregando a origem das tais garotas: “mas vocês tem certeza que não eram garotas de programa?”. Bom, nessa hora, eu já estava oferecendo meu celular para que o pobre homem ligasse para as tais e assim descobrimos que o celular do pobre estava com defeito. Nesse meio tempo, o tal mexicano-chileno, já estava a “castelanar” sua linda história de amor (to falando sério agora), com sua falecida mulher, a qual viveu por 30 anos, chamando de “mala” minha querida amiga, que atirava farpas nos homens e mal dizia os relacionamentos. Ainda tive que recusar educadamente o pedido que o tal me fez “posso ligar qualquer dia?”, já que me dispus a ajuda-lo e ainda emprestei meu ouvido para seu desabafo. Ainda bem que um pouco de “semancol” ele tinha, pois logo depois da pergunta, me disse: “pode ser sincera, se disser não está tudo bem”. Terminamos a noite num outro lugar e descobrimos que ainda teremos que aprender muito “como nos livrarmos de situações indesejáveis sem sermos mal educadas”, nossa educação está “causando” (nova expressão da noite que aprendi), já que tive que acudir a outra amiga dizendo estar passando mal (dei até água p/ ela), para se livrar do “homem peruca” (vocês precisavam ver a cabeleira dele). Só descobri sua atuação depois de pegar a água, “e aí, ele já foi?”. Olhei p/ ela sem entender nada, “eu só estava fingindo, não sabia como sair desse cara”. Bom, caímos na gargalhada. Aí, aí...adoro sair!!!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Hanami

 Haja visto minha dica insistente no filme “ Cerejeiras em flor”, achei por bem “expurgar” aquilo que me tocou nessa película.
Primeiramente que há bem uns três, quatro meses, eu não tinha condição de parar e me concentrar em nada, estava no olho do furacão: separação, os filhos, a grana, brigas em família, a vida, a noite, os encantos das possibilidades ali na minha “barba”. Tudo e nada ao mesmo tempo!De repente, o convite: “ Vamos ao cinema ver esse filme mãe”? Curioso que nem vacilei , aceitei de pronto, afinal sempre fui uma cinéfila, e uma pessoa assim às vezes conta com a compania de alguém, às vezes não. E agora tendo a da minha filha... “vamos nessa”!É a estória de um casal que a mulher ao saber do pouco tempo que restava na vida do seu parceiro, resolve fazer com ele uma viagem. Ela queria ir para o Japão, mas como ele não sabia de nada, preferiu ir ver os filhos em Berlim. Lá se depararam com o inevitável passar do tempo, e com o inefável da construção e da costura que foram tecendo com os filhos. Os ódios, a competição entre eles, o jogo de empurra que fazem com os pais, o peso que sentem ao terem que se deparar ali com aqueles dois “velhos” pedindo arrego na relação com eles, tentando recuperar algo que está dado para ser perdido pra sempre.
Enfim a parceira morre antes do marido e ele ao saber do seu sonho (ir para o Japão onde mora o caçula), mais do que depressa, vai em busca de vestígios dessa mulher que ele também não conheceu....
Esse foi o ponto máximo do filme para mim... a experiência desse homem viver a falta completa e absoluta, foi justamente onde habitaram as verdadeiras possibilidades de um encontro: é no vazio, é na solidão, é na entrega daquilo que você nem sabe a seu próprio respeito a possibilidade do encontro com o AMOR. É na espontaneidade de achar bonito aquilo que a gente nem conhece, ou simplesmente de aceitar um convite como esse feito pela minha filha, é do que a alma se alimenta...
Impressionante como os orientais se permitem a ter acesso a esse não dito. Prova disso é o BUTÔ, teatro-dança de um corpo entregue aos impulsos da alma.
O filme por si, já seria demais. Mas para além disso pontuou para mim um recomeço, uma retomada. O furacão passou.... começo agora a dar conta dos estragos, mas com o Butô presente, certamente poderei me tornar ausente e me dar de presente o esvaziamento da minha mente.

Dica imperiosa: “ÍNDIOS”- Renato Russo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

"O lado bom"

Tem dias que tenho a coragem de um leão. Tem dias que queria dormir e só acordar ano que vem. E é assim, dia após dia. Uma montanha russa de sentimentos. Um dia você está no pico, no outro no fundo do poço, bipolar total, maníaca e depressiva. Nos dias bons, vamos dizer assim, coloco tudo em dia: as roupas para lavar, as roupas no armário, os e-mail e trabalhos encaminhados, as contas pagas, o supermercado feito. No outro dia, aquele ruim, fico pensando nele. É, naquele cara que por fim a gente se apaixonou, achando que tinha se apaixonado por nós mesmas, já que nos sentíamos tão bem. Mas descobrimos que era por ele mesmo, já que ele não está mais aqui e só o meu próprio amor já não me enxuga as lágrimas. A gente acha que é um sentimento bom, quando pensamos no lado bom da coisa. Ah! Tem isso também, aprendi que devemos sempre pensar que tem um lado positivo (tipo pilha), pois: “poderia ser bem pior”, e o lado bom da coisa é: “olha que legal, eu posso amar novamente”. É, tente se conformar com isso para passar mais um dia sem ligar, sem mandar torpedos, sem tentar nenhum tipo de contato. Por quê? Porque aprendi, que não pode, tem todo um processo, tem que esperar, analisar, processar e por fim dormir e tocer para que o dia seguinte você acorde com a coragem de um leão. Mas, agora o que vou dizer é quase que inédito, fique feliz pois: “TUDO PASSA, É SÓ VOCÊ TER PACIÊNCIA E ESPERAR”.

Dicas: compre uma garrafa de vinho, ligue para uma amiga que tenha saco para te escutar (por longas horas), pegue um DVD bem dramático para chorar tudo, e o melhor, por outro motivo que não ele.


Dicas de música: “Já foi – Jota quest”, “Chega – Mart’nália”




"A (falsa) liberdade"

Como é bom se sentir livre. Liberdade só percebida quando enjaulada. Enjaulada por nós mesmas, numa segurança falsa, que nos dá a impressão de sermos queridas. A liberdade está nas pequenas coisas, que virão grandes quando descobrimos. Liberdade de colocar no rádio a música que queremos ouvir, liberdade de sair de casa quando quisermos, sem ter que falar (nem p/ nós mesmas) para onde vamos e nem quando vamos voltar, liberdade de guardar e depois achar no mesmo lugar, liberdade para chorar sem se questionar e sem ter motivos. As liberdades são muitas, mas mal conseguimos percebê-las no dia-dia da falsa segurança. Tem aquela liberdade, que quando sentida, te dá a sensação de “super-mulher”, quando você descobre que não precisa ligar para ninguém para resolver o problema do pneu furado, do carro que enguiçou (exceto para a seguradora, mas sem intermediários). É igual a propaganda daquele cartão de crédito, "para tudo tem preço, para essa liberdade, não tem preço! "

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Queda livre



19/04/2010

Despencando.... queda livre! Diretamente com a cara no chão.... Tem lugar mais significativo do que bater justamente com a “cara” no chão? Essa que habitualmente é a mais protegida, embora  esteja à mostra e descoberta, justamente por se mostrar  que  nos valemos de mais recursos para esconder. De um sorriso a um choro, até uma base com um blush, a “cara” está lá sempre protegida e a queda inevitável é simplesmente quando os recursos se esgotam na montagem daquele semblante.
Não adianta sair recolhendo os pedaços, tentando remontar a antiga figura, isso pode resultar numa completa desfiguração, tão pouco resolve apressar o tempo, pra tentar dessa forma apressar a cura e por conseqüência acabar com a dor....
A desconstrução é trabalhosa, mas talvez a mais eficaz, porque ao se desconstruir já está se construindo, e por hora esse é o único ponto de sustentação.Conta-se também  com  certeza  da dor, de ser  um caminho solitário, e principalmente com a  impossibilidade de viverem isso por mim, afinal nesse pacote já não cabe contar com as pessoas mais  da forma antiga, agora é a vida por um fio, mas um fio de aço, amarrado por mim.
Dica:   “Benditas”- Zélia Duncan e Martinália
Filme:” Hanami- Cerejeiras em flor”
É a desconstrução  operante.... Vale a pena!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Tá na hora de sair"

Bom, tá na hora de sair pra noite!!!
Ficar em casa chupando o dedo, pensando que “fim levou o Bob” e na morte da bezerra, não tá com nada. Portanto, o negócio é sair. Sim, nessa época, a vontade é sair de segunda a segunda. O duro é encontrar amigas dispostas, descompromissadas e com pique (mania) total para acompanhar. O negócio então é convidar aquela amiga também com nova condição civil e experimentar um barzinho da moda. A gente só não chega numa nave espacial, porque a sensação de ter chegado em outro planeta é plena. A certeza de adequação das roupas, cabelos, maquiagem não há. Bom, já que estamos no prédio errado, qualquer andar serve, portanto, peito estufado, cabeça erguida, força na peruca e vamos em frente. Será que vai rolar nosso primeiro beijo. Sim nosso primeiro beijo pós trauma. Será que ainda somos desejadas? Será que alguém ainda quer duas balzaquianas separadas? Será que a gente ainda lembra o que é isso? Será? Será? Será????
A verdade é que a insegurança não nos deixa nem olhar para o lado. E se vier alguém conversar com a gente? O que a gente deve dizer? “A gente se separou faz pouco tempo e os nossos ex, são uns cretinos, ordinários, salafrários, lazarentos...” Não, acho que não. Talvez: “Acabamos de nos separar, temos filhos e eles são maravilhosos, precisa ver o que eles aprenderam esse final de semana, você nem iria acreditar e como eles são espertos, inteligentes, bonitos...” Não, acho que não também. Descobrimos que precisamos treinar mais as saídas, pois não temos repertório nenhum, ou melhor, temos apenas dois repertórios, separação e filhos, as únicas coisas mais consistentes neste momento que nos restaram. Descobrimos também, que de repente é como se entrássemos numa máquina de teletransporte e chegamos no futuro e que não somos mais adolescentes. Ainda bem, que é muito fácil a gente se acostumar com os entretenimentos da noite! Bola pra frente que atrás vem gente! (Tem que vir...rs)






terça-feira, 13 de abril de 2010

Jogo?

O mais engraçado depois de todo o furacão, depois de toda a acusação à  espécie, é a capacidade que nós mulheres temos de renovarmos os votos para o amor. Nem parece que existiram brigas, desentendimentos absolutos, que passamos remoendo horas de puro ódio e articulações em como acabar com o parceiro em 5 segundos.
Num piscar de olhos, o romance se reinstala,  e é como se desconhecêssemos até onde o ódio podia chegar.Porque nesse momento a vontade de fazer tudo diferente, é o que impera.
Sorte do próximo, desse que está  cruzando  seu caminho nessa hora .... vai ter amor, paixão, mas vai também ficar bem desconfiado, afinal é bem possível que não esteja acostumado... e se estiver pego no sintoma da maioria então.... nem se fale, pavor total!
É qdo se intala o jogo... e que chatice e que gostoso! Afinal você  só está num trânsito de uma nova condição,  e não pode ser mais de alguém iludida pelo amor e nem de quem vá iludir outrém... Qual esse novo lugar? Com quem você vai se deparar? Pode te acompanhar para aquele lugar do não sei quê,   não sei de onde, e que mesmo assim continua querendo decifrar o  por quê??
Precisa ter estofo heim! Precisa ter coragem de encarar!
Agora sim parece que poderá haver um encontro não encontrado que estará ligado por duas subjetividades.... Talvez a amizade de antemão seja o melhor pedido!

Sugestão de música: "Sua Menina"- Arnaldo Antunes

terça-feira, 6 de abril de 2010

E a Mart'nália?

É muito maluco quando a gente começa uma vida nova.... Ainda mais com quase 40 anos... Eu ouvi direito? Quase 40 anos??? Está aí a sensação de acatar uma condição ímpar, sempre ouvi dizer de crise de 40 e geralmente isso estava sempre atrelado ao macho da espécie e qual não é minha surpresa estamos completamente à vontade para também nos apropriarmos dela.
Homens nessa idade, direcionam a crise para finalmente se apaixonarem por alguém de novo, geralmente estão naqueles casamentos torturantes, cheios de obrigação, com suas mulheres tentando encapsulá-los no cotidiano dos filhos, ou na mesmice dos seus trabalhos, que saco! E quando menos esperam, estão enamorados de alguém, claro que alguém que por favor não fale disso com eles, só cole, não os deixem sozinhos e que tentem ao máximo chegar no âmago do seu ser. Lindo isso!!! Também acho... Quem não quer???
Com a maior facilidade e sem culpa nenhuma deixam seus filhos, aliás com essa maluca a quem ele tanto acusou... “Vou amar, viu? Só por isso já estou absolvido”! Vá.... vá com fé para a pqp, ou quem sabe vá, mas vá para o inferno que lá nos encontraremos e aí faremos o duelo final, sabe por que? Porque o seu encantamento foi a minha passagem para a vida mundana que eu esperava sem saber há tanto tempo.... To enamorada sim... mas de mim....
Ouçam Mart’nália, vão entender a sensação da qual estou falando.... CABIDE! Conhecem??? E dançar este samba então? É muito bom!!!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

(A)CORDA!


  • 31/03/2010


(A)corda meu amor para o amor... porque ao se manter (des)acordado,  a corda vai subir no seu  pescoço e te acordar já sem tempo de experimentar o que é amar....