quarta-feira, 21 de abril de 2010

"A (falsa) liberdade"

Como é bom se sentir livre. Liberdade só percebida quando enjaulada. Enjaulada por nós mesmas, numa segurança falsa, que nos dá a impressão de sermos queridas. A liberdade está nas pequenas coisas, que virão grandes quando descobrimos. Liberdade de colocar no rádio a música que queremos ouvir, liberdade de sair de casa quando quisermos, sem ter que falar (nem p/ nós mesmas) para onde vamos e nem quando vamos voltar, liberdade de guardar e depois achar no mesmo lugar, liberdade para chorar sem se questionar e sem ter motivos. As liberdades são muitas, mas mal conseguimos percebê-las no dia-dia da falsa segurança. Tem aquela liberdade, que quando sentida, te dá a sensação de “super-mulher”, quando você descobre que não precisa ligar para ninguém para resolver o problema do pneu furado, do carro que enguiçou (exceto para a seguradora, mas sem intermediários). É igual a propaganda daquele cartão de crédito, "para tudo tem preço, para essa liberdade, não tem preço! "

2 comentários:

  1. É mais até Robson Crusoé,precisou de um Sezta Feira...realemnte tudo tem um preço,e as vezes o preço da LIBERDADE,é alto demias,pois,na boa,quero alguém para testemunhar minha velhice,e que não seja,nenhuma enfermeira(o) de azilo...como comemorar as coisas aprendidas nesta fase,as vitorias,e estar apoiada nas derrotas???

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  2. Bom, não estou muito por dentro da história deste cara, mas acredito que há sempre o outro lado e também não pretendo ficar sendo cuidada por nenhum enfermeiro num azilo. Com certeza vou encontrar alguém com quem partilhar minhas vitórias e ser apoiada e apoiar nas derrotas e assim poderei dar um novo sentido p/ essa tal liberdade, o que acha?

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