segunda-feira, 19 de abril de 2010

Queda livre



19/04/2010

Despencando.... queda livre! Diretamente com a cara no chão.... Tem lugar mais significativo do que bater justamente com a “cara” no chão? Essa que habitualmente é a mais protegida, embora  esteja à mostra e descoberta, justamente por se mostrar  que  nos valemos de mais recursos para esconder. De um sorriso a um choro, até uma base com um blush, a “cara” está lá sempre protegida e a queda inevitável é simplesmente quando os recursos se esgotam na montagem daquele semblante.
Não adianta sair recolhendo os pedaços, tentando remontar a antiga figura, isso pode resultar numa completa desfiguração, tão pouco resolve apressar o tempo, pra tentar dessa forma apressar a cura e por conseqüência acabar com a dor....
A desconstrução é trabalhosa, mas talvez a mais eficaz, porque ao se desconstruir já está se construindo, e por hora esse é o único ponto de sustentação.Conta-se também  com  certeza  da dor, de ser  um caminho solitário, e principalmente com a  impossibilidade de viverem isso por mim, afinal nesse pacote já não cabe contar com as pessoas mais  da forma antiga, agora é a vida por um fio, mas um fio de aço, amarrado por mim.
Dica:   “Benditas”- Zélia Duncan e Martinália
Filme:” Hanami- Cerejeiras em flor”
É a desconstrução  operante.... Vale a pena!

Nenhum comentário:

Postar um comentário