Estou aqui, tentando escrever um texto inspirada por uma data que me atormenta e se Deus todo poderoso me conceder, que este tormento não signifique nada, ficarei muito feliz. Na verdade, pensei em algo para uma despedida de um momento, fase, época, fatos... Inspirada também por Martha Medeiros, colunista de jornais e autora de Divã (e outros), a qual uma grande e querida amiga, como ela mesma diz: “Uma surpresa maravilhosa da vida”, emprestou-me o livro “Doidas e Santas”. E, para finalizar a sequência de inspirações, um fato acontecido na semana passada. Uma pessoa que não encontrava há dez anos, falou coisas a meu respeito das quais nunca imaginaria, o quanto fui importante, uma lista de elogios sem fim. Foi praticamente uma declaração. Num momento dos mais turbulentos, chega alguém, que você não vê há anos e coloca uma importância tão grande em sua vida que te faz pensar. Mas não só pensar, mas te presentear com um pequeno momento de felicidade, tão importante naquele instante. Fiquei pensando então: como é simples momentos de felicidade. Por que não falamos mais, nos declaramos mais, não tiramos as máscaras que somos obrigados a usar todos os dias e presenteamos alguém? Considerando tudo isso, no dia seguinte resolvi presentear alguém e espero ter proporcionado esse momento também para ela. Por que temos que estar indo para algum lugar distante para poder falar o quanto as pessoas representam p/ gente? Deveríamos sim colocar a importância que cada um tem p/ nós, isso faz muito bem p/ quem recebe e p/ quem dá. Não tive coragem de dizer para todos, já que também talvez essa atitude possa ser vista como alguém que está “pirando” (não que eu não esteja... rs). Eu acho, por exemplo, que se alguém já moribundo, sabendo que iria partir desta p/ melhor mais dia menos dia, deveria colocar numa lista apenas as pessoas que realmente ela gostaria que fossem em seu enterro. Nada daqueles que nunca foram com sua cara, ou que te fizeram algo muito ruim, ou que simplesmente comparecem, pois funeral e casamento é sempre uma boa oportunidade de rever aqueles que há muito tempo não via, ou ainda aqueles que se juntam p/ fazer fofoca a respeito do defunto, não dando nem chance p/ ele se defender (tomara que essa estória de vida após morte seja verdade, pelo menos assim ele vai poder puxar sua perna durante a noite). Tirem suas máscaras de vez em quando, presenteiem alguém enquanto há tempo, deixem o orgulho, a vergonha de lado e coloquem o lado “ser humano” p/ falar um pouquinho, acho que o mundo está precisando disso.
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Então te dou de presente nesse momento a minha mais singela amizade... do fundo da alma, do coração e da mais singela piração que eu possa oferecer ainda meio sem um jeitão para alguém como vc, minha amiga!
ResponderExcluirAdorei! A Medeiros é uma grande inspiração, não acha??? Bjos
Gostei do que escreveu... Mas me pergunto, por que esta necessidade (que temos) das opniões alheias?
ResponderExcluirÉ interessante quando conseguimos perceber q tudo em nossa vida é momentâneo e momentaneamente se constroe os comentários e momentâneo será sua (real) emportância...
Para hoje, isto se faz a ordem do dia!
Para amanhã... Relevante!
Penso que já não precisará mais deles para se lembrar do quanto você é ESPECIAL... Porque momentaneamente também é a sua fragilidade!
Beijo e adoro vcs!
Vou corrigir... "Para amanhã... Irrelevante!"
ResponderExcluirBeijo!